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O Criolé





Na década de 1970, havia um chargista do jornal da folha de São Paulo que era frequentador do VAI-VAI, de nome Otavio.

Em uma destas reuniões de quadra, em um bate papo descontraído, o chargista começou a fazer uma caricatura baseada nas pessoas que estavam presentes na quadra. Daquela reunião saiu o primeiro esboço do Criolé.

Uma semana depois, ele retornou a quadra já com a imagem do Criolé em definitivo. Aquela que conhecemos hoje de um homem negro beiçudo, com um cigarro na boca e com um tamborim na mão.

" O Criolé é resultado de uma generalização do biótipo dos ritmistas da época. Não foi o retrato de alguém em específico, foi o retrato da massa", conta Fernando Penteado.

Durante um bom tempo o Criolé foi usado no carro abre alas da escola nos desfiles de carnaval. Os vaivaienses costumavam tocar a imagem do Criolé antes de entrar na avenida como algo que lhes traria sorte ao desfile.

Hoje o Criolé pode ser visto no Samba Nosso De Cada Dia. Mas anda em desuso dentro da Escola, mas presente em nossos corações.

Por: Fernando Penteado
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